Como se pode verificar pelo Portal do Governo, a Biografia e o Perfil deste nosso primeiro ministro não são a mesma coisa. E o curioso é que tudo isto tem vindo a ser alterado paulatinamente, como quem não quer da coisa, isto é... pela calada da noite.
Esta referência a "Engenheiro" constava na referida biografia até sexta-feira (16-03-2007) e no perfil, até 2ª feira (19-03-2007). E o que dá vontade de rir é que, como se apanha mais depressa um MENTIROSO do que um coxo, a emenda feita no perfil não o dá como Licenciado em Engenharia mas sim em ... "Engenheiria".
É daquelas coisas, ... às vezes a boca foge mesmo para a verdade.
Não admira pois, que mais tarde ou mais cedo, venham os "cabouqueiros" corrigir este novo curso que o nosso primeiro ministro conseguiu agora inventar que, "nem para ser professor lhe dá."
Na verdade, esta situação de um primeiro-ministro que anda a esconder DESCARADAMENTE as suas verdadeiras habilitações, ou falta delas, é grave. O fac-simile das duas versões sobre a sua biografia, é bem esclarecedor do pouco à vontade e da manobra com que este (des)governante lida com a situação.
Mas se repararem com atenção, à fuga permanente da informação sobre ONDE e QUANDO (no mínimo) tirou o curso, HÁ uma persistente e fóbica tentação em declarar que a pós-graduação em Engenharia Sanitária foi tirado na Escola Nacional de Saúde Pública onde foi professor auxiliar, associado e catedrático e Presidente do Conselho Científico o seu ministro da Saúde, Correia de Campos.
A biografia oficial do nosso primeiro ministro que se encontra no Portal do Governo, acaba de ser alterada e isso merece uma explicação depois de tanta interrogação que à sua volta tem sido feita. José Sócrates deixou de ser "engenheiro civil" e passou a "licenciado em engenharia civil".
O que de facto me custa, entre MUITÍSSIMAS coisas, é recordar-me do gozo e da arrogância com que este primeiro ministro, tão bem retratado no Contra-Informação pelo Zé Trocas, dizia no último concurso de professores, lembram-se?: "Os professores que ficaram de fora no concurso não eram professores desempregados mas "simples licenciados, candidatos a professores... "
É que nessa altura, o primeiro-ministro já sabia muito bem distinguir entre um mero licenciado numa determinada área e os titulares de profissões na mesma área.
Faz como eu digo, não faças como eu faço...
E como é possível que a comunicação social abafe um escândalo destes: um Primeiro-Ministro que se intitula ser o que não é e cuja licenciatura só pode ter sido alcançada por artes mágicas.
Só em Portugal, um país onde até o Manuel Alegre era tratado por Dr. nas presidenciais. Imaginem se isto se passasse com o Paulo Portas, o Santana Lopes, o Cavaco Silva ou outro ... "vocês sabem bem o que estou a dizer".
Texto in PSITACÍDEO.blogspot.com
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