Democracia Portuguesa - o seu lado podre que ninguém quer ver mas que todos participam


A nossa democracia - O País vai mal... é verdade! É preciso continuar a pedir sacrifícios aos portugueses. Mas como é que chegámos tão fundo?! Não há dinheiro, dizem... Já agora, talvez seja bom ver ficar em que condições e nível de vida andam aqueles que pedem sacrifícios ao português médio e ao que vive com o salário mínimo. É isso que blog pretende: abrir os olhos de todos para a hipocrisia dos nossos governantes.Todos os dados revelados neste blog são informações reunidas por várias fontes de email, sendo por isso, não comprovadas a total veracidade. Pretende-se com este blog discutir e investigar a sua veracidade para incentivar o povo a agir e a defender os seus seus direitos democráticos. Todas as pessoas são convidadas desde já a participar neste blog e a divulga-lo.

É BOM QUE TODOS SAIBAM COMO SE GOVERNA E QUEM NOS GOVERNA…
MAS HÁ MUITO MAIS! TODOS CONHECEM EXEMPLOS DE
“DESGOVERNO”, DESUMANIDADE E PRECARIEDADE NO
EMPREGO, INJUSTIÇA SOCIAL, “MORDOMIAS E PRIVILÉGIOS”
PARA UNS TANTOS “FELIZARDOS”…
Vamos reagir e dizer nas próximas eleições: BASTA!!!

Por uma verdadeira democracia...

12.22.2009

O Factor Vara... Miguel Sousa Tavares excelente


*"O Factor Vara"... (Miguel Sousa Tavares**)

Toda a 'carreira', se assim lhe podemos chamar, de Armando Vara, é uma história

que, quando não possa ser explicada pelo mérito (o que, aparentemente, é regra), tem

de ser levada à conta da sorte.

Uma sorte extraordinária. Teve a sorte de, ainda bem novo, ter sentido uma

irresistível vocação de militante socialista, que para sempre lhe mudaria o destino

traçado de humilde empregado bancário da CGD lá na terra.

Teve o mérito de ter dedicado vinte anos da sua vida ao exaltante trabalho político no

PS, cimentando um currículo de que, todavia, a nação não conhece, em tantos anos de

deputado ou dirigente político, acto, ideia ou obra que fique na memória.

Culminou tão profícua carreira com o prestigiado cargo de ministro da Administração

Interna - em cuja pasta congeminou a genial ideia de transformar as directorias e as

próprias funções do Ministério em Fundações, de direito privado e dinheiros públicos.

Um ovo de Colombo que, como seria fácil de prever, conduziria à multiplicação de

despesa e de "tachos" a distribuir pela "gente de bem" do costume.

Injustamente, a ideia causou escândalo público, motivou a irritação de Jorge Sampaio

e forçou Guterres a dispensar os seus dedicados serviços.

E assim acabou - "voluntariamente", como diz o próprio - a sua fase de dedicação à

causa pública.

Emergiu, vinte anos depois, no seu guardado lugar de funcionário da CGD, mas agora

promovido por antiguidade ao lugar de director, com a misteriosa pasta da

"segurança". E assim se manteve um par de anos, até aparecer também subitamente

licenciado em Relações Qualquer Coisa por uma também súbita Universidade,

entretanto fechada por ostensiva

fraude académica.

Poucos dias após a obtenção do "canudo", o agora dr. Armado Vara viu-se promovido -

por mérito, certamente, e por nomeação política, inevitavelmente - ao lugar de

administrador da

CGD: - assim nasceu um banqueiro.

Mas a sua sorte não acabou aí: -ainda não tinha aquecido o lugar no banco público, e

rebentava a barraca do BCP, proporcionando ao Governo socialista a extraordinária

oportunidade de domesticar o maior banco privado do país, sem sequer ter de o

nacionalizar, limitando-se a nomear os seus escolhidos para a administração, em lugar

dos desacreditados administradores de "sucesso".

A escolha caiu em Santos Ferreira, presidente da CGD, que para lá levou dois homens

de confiança sua, entre os quais o sortudo dr. Vara.

E, para que o PSD acalmasse a sua fúria, Sócrates deu-lhes a presidência da CGD e

assim a meteórica ascensão do dr. Vara na banca nacional acabou por ser assumida

com um sorriso e um tom "leve".

Podia ter acabado aí a sorte do homem, mas não. E, desta vez, sem que ele tenha

sido tido ou achado, por pura sorte, descobriu-se que, mesmo depois de ter saído da

CGD, conseguiu ser promovido ao escalão máximo de vencimento, no qual vencerá a

sua tão merecida reforma, a

seu tempo. Porque, como explicou fonte da "instituição" ao jornal "Público", é prática

comum do "grupo" promover todos os seus administradores-quadros ao escalão

máximo quando deixam de lá trabalhar.

Fico feliz por saber que o banco público, onde os contribuintes injectaram nos últimos

seis meses mil milhões de euros para, entre outros coisas, cobrir os riscos do dinheiro

emprestado

ao sr. comendador Berardo para ele lançar um raide sobre o BCP, onde se pratica

actualmente o maior spread no crédito à habitação, tem uma política tão generosa de

recompensa aos seus administradores - mesmo que por lá não tenham passado mais

do que um par de anos.

Ah, se todas as empresas, públicas e privadas, fossem assim, isto seria

verdadeiramente o paraíso dos trabalhadores!

Eu bem tento sorrir apenas e encarar estas coisas de forma leve. Mas o 'factor Vara'

deixa-me vagamente deprimido. Penso em tantos e tantos jovens com carreiras

académicas de mérito e esforço, cujos pais se mataram a trabalhar para lhes pagar

estudos e que hoje concorrem a lugares de carteiros nos CTT ou de vendedores porta a

porta e, não sei porquê, sinto-me deprimido.

Este país não é para todos.

P.S. - Para que as coisas fiquem claras, informo que o sr. (ou dr.) Armando Vara tem a

correr contra mim uma acção cível em que me pede 250 000 euros de indemnização

por "ofensas ao seu bom nome". Porque, algures, eu disse o seguinte: "Quando entra

em cena Armando Vara,

fico logo desconfiado por princípio, porque há muitas coisas no passado político dele

de que sou altamente crítico". Aparentemente, o queixoso pensa que por "passado

político" eu quis insinuar outras coisas, que a sua consciência ou o seu invocado "bom

nome" lhe sugerem.

Eu sei que o Código Civil diz que todos têm direito ao bom nome e que o bom nome se

presume. Mas eu cá continuo a acreditar noutros valores: - o bom nome, para mim,

não se presume, não se apregoa, não se compra, nem se fabrica em série - ou se tem

ou não se tem.

O tribunal dirá, mas, até lá e mesmo depois disso, não estou cativo do "bom nome" do

sr. Armando Vara.

Era o que faltava!

Acabei de confirmar no site e está lá, no site institucional do BCP.

Vejam bem os anos de licenciatura e de pós-graduação!!!!! :

- Armando António Martins Vara Dados pessoais: Data de nascimento: 27 de

Março de 1954 Naturalidade: Vinhais - Bragança Nacionalidade: Portuguesa

Cargo: Vice-Presidente do Conselho de Administração Executivo Início de Funções:

16 de Janeiro de 2008 Mandato em Curso: 2008/2010 Formação e experiência

Académica Formação: 2005 - Licenciatura em Relações Internacionais (UNI)

2004 - Pós-Graduação em Gestão Empresarial (ISCTE)

http://www.millenniumbcp.pt/pubs/


Extraordinário... CV de fazer inveja a qualquer gestor de topo, que nunca tenha

perdido tempo em tachos e no PS !

Conseguiu tirar uma Pós-graduação ANTES da licenciatura...

Ou a pós-graduação não era pós-graduação ou foi tirada com o mesmo professor da

licenciatura, dele e do Eng. Sócrates...

e viva o BCP e o seu "bom nome" !!!

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