9.29.2010
Primeiro-Ministro Processado
Para julgar Haarde, que se demitiu em Janeiro de 2009, anunciando sofrer de um cancro, será criado um tribunal especial, o Tribunal Superior de Justiça (Landsdomur). A medida foi aprovada por 33 votos a favor e 30 contra.
A actual chefe do Governo, a social-democrata Johanna Sigurdardottir, votou contra. O número 2 do Executivo, o ministro das Finanças Steingrimur Sigfusson, do Partido de Esquerda-Verdes, votou a favor. Haarde, de 59 anos, do Partido da Independência, é um conservador e eurocéptico, ao contrário da coligação no poder, que iniciou o processo de adesão à União Europeia.
Após a falência do sistema financeiro nacional, muitos islandeses perderam o emprego ou as suas poupanças. Haarde foi visto como culpado de não ter agido para travar o desenrolar da crise mais cedo, que acabou por obrigar o Governo a tomar o controlo, à pressa, dos três maiores bancos do país – e o crescimento da Islândia, um pequeno Estado com cerca de 300 mil pessoas, dos últimos anos tinha-se feito muito à custa dos mercados financeiros.
Haarde apoiou sempre o impopular governador do Banco Central, David Oddsson, responsável pela liberalização do sector financeiro nos anos 1990, quando foi primeiro-ministro.
Em meados do mês, uma comissão parlamentar tinha recomendado que não apenas Haarde mas também três dos seus ministros fossem processados. Mas o Parlamento decidiu não perseguir judicialmente os outros ex-governantes.
Aquela recomendação seguia as conclusões do Relatório Verdade publicado em Abril pela Comissão de Inquérito Especial. Este concluía ter havido enorme negligência por parte dos dirigentes políticos e dos banqueiros islandeses, na altura em que o sistema financeiro do país se afundou.
Para julgar Haarde, que se demitiu em Janeiro de 2009, anunciando sofrer de um cancro, será criado um tribunal especial, o Tribunal Superior de Justiça (Landsdomur). A medida foi aprovada por 33 votos a favor e 30 contra.
A actual chefe do Governo, a social-democrata Johanna Sigurdardottir, votou contra. O número 2 do Executivo, o ministro das Finanças Steingrimur Sigfusson, do Partido de Esquerda-Verdes, votou a favor. Haarde, de 59 anos, do Partido da Independência, é um conservador e eurocéptico, ao contrário da coligação no poder, que iniciou o processo de adesão à União Europeia.
Após a falência do sistema financeiro nacional, muitos islandeses perderam o emprego ou as suas poupanças. Haarde foi visto como culpado de não ter agido para travar o desenrolar da crise mais cedo, que acabou por obrigar o Governo a tomar o controlo, à pressa, dos três maiores bancos do país – e o crescimento da Islândia, um pequeno Estado com cerca de 300 mil pessoas, dos últimos anos tinha-se feito muito à custa dos mercados financeiros.
Haarde apoiou sempre o impopular governador do Banco Central, David Oddsson, responsável pela liberalização do sector financeiro nos anos 1990, quando foi primeiro-ministro.
Em meados do mês, uma comissão parlamentar tinha recomendado que não apenas Haarde mas também três dos seus ministros fossem processados. Mas o Parlamento decidiu não perseguir judicialmente os outros ex-governantes.
Aquela recomendação seguia as conclusões do Relatório Verdade publicado em Abril pela Comissão de Inquérito Especial. Este concluía ter havido enorme negligência por parte dos dirigentes políticos e dos banqueiros islandeses, na altura em que o sistema financeiro do país se afundou."
Ints Kalnins/REUTERS
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário